Dracula Untold, ou the coolest bat effect evah!

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Levei algum tempo a decidir-me a fazer review deste filme, porque eu e filmes do Drácula temos relações controversas (eu adoro o livro de Mr. Stoker, portanto percebem as alergias que tenho a encontros entre o mesmo e Hollywood) mas há necessidade desesperada de tal. Pasmem-se portanto, quando eu, sentadinha à espera de ver um filme que me ia arruinar os nervos de tão mau, me deparo com algo que… bem, não é mau de todo!… Damn it, tendo os outros como referência isto é quase uma obra prima!

 A primeira coisa que aconselho a quem se decidir a ver isto é a esquecer completamente que já ouviu o nome de Drácula em algum lado. Ok, pronto, pode reter na mente que o sujeito é um vampiro e que se dá bem com morcegos, mas à parte disto esqueçam lá tudo o resto. A parte interessante de Drácula Untold é que não pretende ser um “Drácula, de Bram Stoker” (don’t even get me started on that thing they call a movie). É uma história por si só, de um homem que, para proteger a família e o reino, é obrigado a dar em troca a sua humanidade. Tanto lhe podiam ter chamado Drácula como Nosferatu ou algo parecido (excepto pelo facto de haver um pseudo-Nosferatu no filme, so I guess they couldn’t, but you know what I mean).

Dracula Untold, resumindo mais ou menos as coisas, conta-nos a história de como Vlad III, ou Vlad the Impaler, se torna numa criatura mítica da noite (I really hate these clichés) para proteger o seu reino (a Transilvânia, claro está) e evitar que o seu próprio filho seja levado como refém real pelos turcos.

O acting é honestamente bom, com o Luke Evans do Hobbit como protagonista a fazer um papel bastante decente (confesso que fiquei o filme inteiro a perguntar-me de onde raio é que o conhecia. Por outro lado ele é suficientemente parecido com o Orlano Bloom para me fazer lembrar dele, mas não o suficiente para que os confunda, so…). Sarah Gadon, no único papel feminino do filme inteiro que mereça ser apontado, também está bem, apesar da personagem ser completamente desperdiçada num ser meio murchinho que só é visível no turning point do nosso protagonista por essencialmente lhe dizer que seria conveniente que lhe crescesse um par de tomates naquele momento, se faz favor. Tyrion Lannister *cof* perdão, Charles Dance está devidamente horripilante (o sotaque ajuda imenso) e Dominic Cooper arrasa no eyeliner e no guarda roupa porque, contas bem feitas, ele não é assim tão importante nesta história toda (e, como diz a minha querida Queenie, as armaduras deste filme são algo de se admirar pela positiva e eu quero-as todinhas no meu armário). Declaradamente, no entanto, não se percebe aqui no meio a existência de um pseudo-Renfield, que parece vir a ser totalmente guardado para uma eventual sequela (ok, não é eventual de certeza, o caraças do filme cheira a sequela desde o início).

Apesar de não ser propriamente genial, o plot é coeso (excepto o pseudo-Renfield de que já vos falei) e medianamente interessante. Poderá desiludir, talvez, a falta “monstruosidade” do dito Drácula (eu avisei, esqueçam Mr. Stoker), mas esse lugar acaba na sua maioria por ser ocupado pela interpretação de Charles Dance do creditado como “Master Vampire” (correm pelas internets teorias que na realidade ele seja a) Calígula – sim, o imperador – ou b) Nosferatu), o responsável pela transformação de Vlad.

O CGI, bem como todo o trabalho visual e de fotografia é brilhante. Os setting e as cores estão terrivelmente bem conseguidos, conseguindo-se aquele tom simultaneamente obscuro e crepuscular que combina com a temática. Se, com o trailer, eu achava que aquela coisa dos morcegos não ia resultar não senhora, imaginem a minha cara na sala de cinema quando percebo que eles conseguiram fazer a coisa não só parecer bem, mas também credível (yap, isto envolve eu pensar em quão awesome seria poder deslocar-me através de uma nuvem de morcegos).

Super bat wave power! Oh yeah!

Fico, no entanto, ligeiramente preocupada com o comportamento da pele queimada do Vlad ao sol. Ora vejam se isto:

Nhammi! Grilled Vlad for breakfast!

não se parece perturbadoramente com isto, mas a uma escala diferente?

Ok… isto pode explicar algumas coisas sobre o Voldie.

Um bom começo para a nova aventura da Universal, com um bom filme de entertenimento que serve para enxotar os puristas destas coisas para um canto. Não, não é uma obra prima, e não queremos que seja. É fast food do cinema? Provavelmente, mas ao menos sabe bem, e em quantidades moderadas não constitui um grande problema.

Venham mais!

PS – E, fãs de GoT que ainda não leram os livros, aparentemente já sabemos onde Rickon Stark veio parar. Não que tenha havido uma melhoria significativa but… Oh well…

Yep, the poor kid still looks miserable.

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