Agents of S.H.I.E.L.D, ou a Marvel a tentar conquistar a TV

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Cá por casa já lá vão uns 15 dias em que levámos com horas e horas disto… E sobrevivemos com sucesso!

Para mais pormenores continuem lá a ler, faxabor.

Já tínhamos começado cá em casa a ver Agents of S.H.I.E.L.D. há algum tempo.  Vai daí por alguma razão pareceu-nos bem acabar com a coisa de rajada, antes que a tentativa de ver tudo fosse por água a baixo e tivéssemos de ver tudo outra vez (been there, done that, got the t-shirt).

Na verdade, a primeira parte da season foi vista a arrastar porque, sejamos honestos, não é lá muito interessante. Os protagonistas não prendem, a história é feita com um acontecimento com início, meio e fim num único episódio (há um plot name para isto, não há?) e temos de nos aguentar com um Agent Coulson fófinho (digo-vos, aquele homem é demasiado adorável para agente secreto xpto), uma Agent May extremamente badass e uma equipa científica Fitz-Simmons que apesar de também adorável dá umas calinadas científicas assim um bocadinho pró difícil de ignorar. E sendo completamente honesta não faz mal nenhum, porque eles acabam por fazer a série! Aliás, juro-vos que a não ser por um ou dois factores importantes ninguém reparava se os protagonistas não fizessem parte dela. Neste sentido destaca-se Ward, o nosso protagonista masculino, que só me ocorre que tenha sido posto lá no meio como eye candy para quem o quiser apreciar e porque a existência um homem que lute e não seja o chefe está aparentemente prevista nas letras pequeninas dos contratos de plot. É que o gajo para além de não fazer absolutamente nada de jeito, mesmo nas cenas de acção a May consegue dar-lhe 20 a zero sem o mínimo esforço. Apesar de a nível de character development isto não ser positivo, não deixa de se revelar como uma ligeira lufada de ar fresco. Afinal as personagens inúteis não são só gajas! Yey Marvel!

Lá mais para o meio a trama adensa-se e, verdade seja dita, a coisa vai melhorando bastante a partir do décimo episódio o que é, admitamos, tarde. Tão tarde, que juro que me perguntei várias vezes porque razão insisti eu em ver a coisa. E apesar de não ter uma resposta definitiva (o factor: “história Marvel com ligação ao Universo dos filmes” contribuiu sem dúvida para isso) acabei por lucrar com a insistência, porque a série melhora consideravelmente de qualidade e consegue deixas o espectador sem saber o que se irá passar a seguir (embora eu tenha previsto certas e determinadas coisas… oh, well…). Isto combinado com o entrelaçar com o universo dos filmes tanto no setting como nas referências que são constantemente feitas (a série é muito bem entrelaçada com o mais recente filme do Captain America, complementando-o extraordinariamente bem) acaba por tornar a série interessante, mas principalmente dirigida para o público Marvel aficionado e não tanto para o espectador incauto que nela tropece.

Entretenimento de média qualidade, mas quem não adora porrada principalmente quando tem um plot decente? 😉

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